sábado, 12 de fevereiro de 2011
Uma poesia que escrevi em 1994.
Nada importa no quarto vazio/ Copos pela metade/ Cigarros incompletos/Suor seco no tapete/ Apaixonados andam em direções opostas/Ninguém olha para trás/ Só o vento traz/ A umidade do pranto/De quem não chora mais/ Vem então a saudade/ Cicatriz da alma/ Dividida em dois/Tem mais força e mais valoriza/ Chega ele, o orgulho/Aumenta a distância/Distorce a melhor incerteza e escurece/ No quarto vazio habita o passado que chora/ Seu tempo que já não passa/ A estupidez cega o amor/E nos oculta/ A brevidade da vida.
Assinar:
Postagens (Atom)
